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ATUALIZADA: Adolescente é encontrada morta com indícios de tortura em chácara na capital
Perícia aponta cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro; três familiares foram presos em Porto Velho

Publicado Há 1 h
Atualizado Há 1 h
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Uma adolescente de 16 anos foi encontrada morta na noite de terça-feira (24) em uma chácara localizada na rua Afonso Brasil, no setor chacareiro do bairro Jardim Santana, em Porto Velho. O caso apresenta fortes indícios de tortura, cárcere privado e maus-tratos, resultando na prisão de três familiares.

De acordo com informações repassadas à Polícia Militar pelo Centro Integrado de Operações Policiais, a equipe foi acionada após denúncia de que a jovem, que supostamente estaria desaparecida há cerca de três meses, teria retornado à residência ferida e morrido pouco tempo depois. No local, ela foi encontrada deitada sobre uma cama, já sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmou o óbito e a área foi isolada para os trabalhos periciais.

A perícia constatou lesões graves por todo o corpo, incluindo ossos expostos no braço e na região da clavícula, ferimentos com presença de larvas, dente quebrado e sinais de desnutrição severa. Também foram identificadas lesões compatíveis com permanência prolongada deitada. Segundo avaliação técnica, o estado físico da vítima era extremamente debilitado, tornando improvável que ela conseguisse se locomover sozinha.

Durante averiguação na área externa do imóvel, policiais localizaram uma fogueira com roupas e fraldas descartáveis parcialmente queimadas, material que pode indicar tentativa de ocultação de provas. Vizinhos relataram que não viam a adolescente havia meses e que versões diferentes eram apresentadas sobre seu paradeiro.

Após diligências, um dos suspeitos confessou que a jovem não estava desaparecida e que teria sido mantida em cárcere privado por mais de dois meses. Segundo o relato, ela era amarrada à cama durante a noite com fios elétricos e permanecia trancada durante o dia.

Diante dos elementos colhidos no local e dos depoimentos, três pessoas foram presas em flagrante e devem responder por tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro, no contexto de violência doméstica. Celulares e outros objetos foram apreendidos para auxiliar nas investigações.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes e circunstâncias do crime.

Foto: pvhnoticias
Foto: pvhnoticias
Foto: Assessoria