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Geraldo Sena Neto defende mais protagonismo da engenharia nas decisões sobre o futuro de Rondônia
Em entrevista conduzida por Edison Rígoli no PodRondônia Podcast Engenharia, engenheiro civil fala sobre perícia, BR-364, Rio Madeira, política e formação profissional

Por Redação
Publicado Há 1 h
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Foto: PodRondônia

No novo episódio do PodRondônia Podcast Engenharia, a entrevista foi conduzida por Edison Rígoli, presidente do CREA e engenheiro industrial mecânico, com a participação de Geraldo Sena Neto, engenheiro civil com trajetória marcada por atuação na perícia criminal, no sistema profissional e em debates técnicos sobre infraestrutura e desenvolvimento regional. Ao longo da conversa, o episódio percorre temas como a chegada de Geraldo a Rondônia, a evolução institucional do CREA, o papel da perícia, a discussão sobre a BR-364, a mineração no Rio Madeira e o futuro da engenharia no estado.

Durante a entrevista, Geraldo relembra que veio do interior do Pará, formou-se em engenharia civil e encontrou em Rondônia um cenário de expansão, com forte demanda por obras, estruturação do estado e oportunidades profissionais. Ele relata que atuou em diferentes frentes da engenharia, passou pela iniciativa privada, trabalhou em obras no interior e depois ingressou na perícia criminal, experiência que ampliou sua visão técnica e institucional.

Um dos trechos mais relevantes do episódio trata justamente da perícia criminal. Geraldo explica que o trabalho pericial não se confunde com a investigação policial tradicional, porque seu foco está na comprovação técnica dos fatos. Ao defender a importância da prova científica, ele resume: “A perícia faz a comprovação”, destacando o papel dos equipamentos, laboratórios e métodos técnicos na produção da verdade material.

A conversa também avança para o debate sobre o espaço da engenharia nas decisões públicas. O entrevistado e o apresentador defendem maior presença de profissionais da área em discussões legislativas, administrativas e institucionais, especialmente em temas que afetam diretamente a infraestrutura e o planejamento urbano. Nesse ponto, o episódio sustenta que a engenharia precisa deixar de ser apenas executora para também influenciar o desenho das políticas públicas e das soluções estruturantes do estado.

Entre os temas mais sensíveis abordados está a concessão da BR-364. No episódio, a avaliação apresentada não é contrária à concessão em si, mas ao modelo debatido. Segundo a entrevista, a crítica central está no fato de que a cobrança de pedágio não deveria anteceder melhorias estruturais mais robustas, como duplicação e ganho imediato de segurança viária. A discussão é colocada sob a ótica técnica, com a defesa de que decisões desse porte precisam considerar mais fortemente a visão da engenharia.

Outro eixo importante da entrevista é o Rio Madeira. Geraldo afirma que a riqueza mineral existente na região não pode ser ignorada, mas sustenta que qualquer exploração precisa ocorrer de forma organizada, legal e tecnicamente responsável. Ao comentar o tema, ele defende a presença de responsável técnico, geólogo, estudos prévios e organização em cooperativas ou estruturas formalizadas, com pagamento de tributos e controle da atividade, em vez da informalidade que, segundo ele, compromete fornecedores, arrecadação e segurança jurídica.

O episódio também discute a valorização institucional da profissão. Em um dos momentos mais objetivos da conversa, o entrevistado defende que profissionais formados em engenharia sejam reconhecidos com a nomenclatura e a remuneração compatíveis com a função exercida. Ao tratar do assunto, ele afirma: “Quem faz engenharia tem que ser contratado como engenheiro mesmo”, em crítica às distorções que, na visão apresentada no podcast, enfraquecem a identidade profissional e reduzem o peso técnico da categoria dentro do setor público.

Na reta final, Geraldo deixa uma mensagem voltada aos jovens e reforça que a engenharia continua sendo uma formação estratégica, mesmo em períodos de oscilação econômica. Para ele, o diferencial da profissão está na capacidade de formar profissionais com raciocínio sistêmico, planejamento e visão de conjunto. Ao resumir essa ideia, ele afirma: “A grande vantagem da profissão do engenheiro é que você se forma para muitas oportunidades”, defendendo a engenharia como base para atuação em diferentes áreas, da perícia à gestão, passando pelo setor financeiro e pelas grandes decisões estruturais.

Mais do que uma entrevista de memória profissional, o episódio se consolida como uma reflexão sobre o lugar da engenharia no presente e no futuro de Rondônia. Ao reunir temas como técnica, infraestrutura, institucionalidade, política pública e formação profissional, a conversa com Geraldo Sena Neto reforça a ideia de que o desenvolvimento do estado passa, necessariamente, por mais planejamento, mais qualificação e maior protagonismo técnico nas decisões que impactam a sociedade.

Assista ao episódio completo:
 

 

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