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Jovem é flagrado fotografando urna eletrônica e acaba encaminhado à UNISP em Ji-Paraná

Ele teria usado o celular para registrar o próprio voto durante a votação de domingo (25); fiscais acionaram a Polícia Eleitoral, e o caso foi encaminhado às autoridades competentes.

Cidade: Ji-ParanáJi-Paraná Notícias
Foto: Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial

Um episódio envolvendo o uso de celular durante a votação mobilizou a equipe de segurança eleitoral neste domingo, 25 de outubro de 2026, em Ji-Paraná, na região central de Rondônia. Um jovem foi flagrado após supostamente fotografar a urna eletrônica para registrar a escolha feita durante o exercício do voto.

A ocorrência foi registrada na Escola Parque dos Pioneiros, onde o eleitor teria retirado o aparelho celular dentro da cabine de votação e feito uma imagem da urna. A atitude foi percebida pelo presidente da seção eleitoral, que acionou a equipe responsável pela segurança no local.

Diante da situação, a Polícia Eleitoral foi chamada para atender à ocorrência e adotar as providências previstas. Conforme as informações do boletim de ocorrência, o jovem declarou que não sabia que fotografar a urna durante a votação era proibido.

A imagem registrada foi apresentada voluntariamente aos policiais. Em seguida, o rapaz foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde foi apresentado à autoridade policial de plantão para os procedimentos cabíveis.

Sigilo do voto é protegido por lei

O uso de celulares e de outros equipamentos capazes de registrar imagens na cabine de votação é proibido pela legislação eleitoral. A medida busca preservar o sigilo do voto e impedir que a escolha do eleitor seja registrada, compartilhada ou utilizada como forma de comprovação perante terceiros.

O princípio do voto secreto é uma das garantias fundamentais do processo democrático brasileiro. A liberdade de escolha depende da possibilidade de cada cidadão decidir sem pressão, constrangimento ou necessidade de demonstrar em quem votou.

Por esse motivo, as regras eleitorais estabelecem restrições ao uso de aparelhos que possam comprometer a confidencialidade do procedimento. Mesmo quando a intenção alegada é apenas guardar uma lembrança ou registrar a própria escolha, a conduta pode resultar em uma ocorrência e ser submetida à análise das autoridades competentes.

Caso será analisado pelas autoridades

O encaminhamento à unidade policial teve como objetivo formalizar a ocorrência e permitir a adoção das medidas pertinentes. A eventual responsabilização depende da análise dos fatos e da aplicação das normas correspondentes, respeitando os procedimentos legais.

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